sexta-feira, 13 de abril de 2007

SONETO DA CONTRIÇÃO


Eu te amo, Maria, te amo tanto

que o meu peito me dói como em doença

e quanto mais me seja a dor intensa

mais cresce na minha alma teu encanto.


Como a criança que vagueia o canto

ante o mistério da amplidão suspensa

coração é um vago de acalanto

berçando versos de saudade imensa.


Não é maior o coração que a alma

nem melhor a presença que a saudade

te amar é divino, e sentir calma…


E é uma calma tão feita de humildade

que tão mais te soubesse pertencida

menos seria eterno em tua vida.



Vinícius de Moraes
(1913-1980)

4 comentários:

Anônimo disse...

Que blog portuguese intelectual você tem aqui. Naturalmente sendo um homem inglês vulgar eu não posso compreender qualquer coisa que você diz e pode somente comentar usando este programa da tradução de Babelfish! As maravilhas da tecnologia puseram-nos no toque! Eu faço um blog demasiado. É muito diferente de seu: mais meu diário secreto em linha. Vindo tenha lido de meus pensamentos innermost atualizados cada dia! Eu prometo-o que entertain sua cabeça fora! Todo o mais melhor de seu amigo inglês, Gledwood

Remo Mannarino disse...

Dear Gledwood,

Many thanks for your kind and encouraging words. I shall read your blog carefully next days, to learn about your secrets and dreams. That´s why it is already included among my favourites.
As from Rio de Janeiro and willing much success for you, I remain, sincerely yours,

Remo Mannarino.

Unknown disse...

Oiie

Unknown disse...

Eu gostaria de saber mais questões