sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

EQUAÇÃO NO TÚMULO



DIOFANTE 

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Diofante está para a álgebra como Euclides está para a geometria. Morou em Alexandria, mas seu lugar de nascimento é desconhecido, tanto quanto o período em que teria vivido; é certo, porém, que nasceu depois do ano 150 a.C., porque seus livros citam Hipsicles (240 a.C.-170 a.C.), e antes de 350 da nossa era, porque seu nome é citado nos livros de Theon (335-395), pai de Hipácia e professor da Universidade de Alexandria.
Os matemáticos gregos destacaram-se inicialmente na teoria dos números, de Pitágoras, e na geometria de Platão e seus seguidores, conforme depois sistematizada por Euclides. Só no século III é que foram introduzidas, por Diofante, as convenções que permitiram exprimir as diversas relações e efetuar operações algébricas, revolucionando a "álgebra com palavras" dos babilônios. Todo o seu trabalho foi reunido nos treze volumes da sua “Aritmética”, dos quais seis sobreviveram à destruição da Biblioteca de Alexandria.
Diofante foi o primeiro grego a tratar as frações como números e o primeiro a manipular as equações de modo sistemático. Foi ele quem inaugurou o estudo das chamadas equações diofantinas, equações polinomiais em que duas ou mais variáveis somente podem assumir números inteiros.
 Escassas informaçoes sobre Diofante estão gravadas em seu túmulo, na forma de uma sequência do primeiro grau, talvez uma obra de Hipácia:

“Sua infância durou um sexto da sua vida; depois, usou barba por um doze avos; mais um sétimo, contraiu núpcias; seu filho nasceu cinco anos depois; esse filho, fraco e doente, teve a metade da vida do pai; e o pai, desgostoso, sobreviveu apenas mais quatro anos.”

Quem se der ao trabalho de resolver a equação sugerida por esse curioso epitáfio ficará sabendo que Diofante morreu com 84 anos.