segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TRÊS PARADOXOS NA CIÊNCIA

Paradoxo de Fermi

O Universo conta com dez milhões de trilhões de estrelas e, provavelmente, muitos bilhões de sistemas planetários. Desde Giordano Bruno (1548-16000), muitos acreditam que esse Universo incomensurável contém milhares de sistemas solares, integrados por muitos planetas abrigando vida inteligente. Habitantes de outros planetas também teriam o privilégio de contemplar as maravilhas do Universo.

- Então, onde eles estão?

Muitos bilhões de planetas

Essa pergunta,
conhecida nos meios acadêmicos como "paradoxo de Fermi", foi feita na década de 1950 pelo físico italiano Enrico Fermi (1901-1954), prêmio Nobel de Física (1938) e responsável pela construção do primeiro reator atômico, desenvolvido na Universidade de Chicago. De fato, passados 15 bilhões de anos desde o Big Bang, e com tantos sistemas planetários, deviam ter surgido civilizações extraterrestres mais velhas e mais novas, mais adiantadas e mais atrasadas, cuja existência fosse percebida de alguma forma pelos habitantes da Terra.
Mas seus sinais não nos chegam, configurando o paradoxo.

Fermi fez a pergunta aos físicos que se encontravam no refeitório do laboratório de Los Alamos, no Novo México. Corre a versão de que Leo Szilard, cientista húngaro brincalhão, teria respondido:

- Eles já estão há algum tempo perturbando por aqui. Mas chamam a si próprios de húngaros.

Paradoxo das Noites Escuras


Uma estrela em cada visada

Antes das modernas idéias cosmológicas, que estão a prevalecer com a concepção do Big Bang, admitia-se que o Universo era:

infinito em extensão,
estático (sem grandes movimentos, em larga escala),
homogêneo e isotrópico (com as mesmas propriedades em todos os pontos e direções),
imutável e euclidiano (espaço plano, não encurvado pela gravidade).


O alemão Heinrich Olbers (1758-1840) fez uma observação em 1826 que ficou conhecida como "Paradoxo de Olbers" ou "Paradoxo das Noites Escuras":

- Se o Universo tivesse de fato essas propriedades, não haveria noites escuras, pois as infinitas estrelas, distribuídas uniformemente, deveriam cobrir a Terra de luz. Pois todas as visadas acabariam numa estrela, ou seja, num ponto de luz.

Diz-se que essa questão fora anteriormente levantada por Johannes Kepler, em 1610, e um pouco mais tarde por Edmond Halley e Jean-Philippe de Cheseaux.

Edgar Allan Poe

Muitos tentaram explicar o paradoxo, alguns mediante demonstrações matemáticas. Para o escritor Edgar Allan Poe, a explicação era a idade finita do Universo infinito: por falta de tempo, ainda não chegou a nós a luz das estrelas mais distantes. A teoria do Big Bang tem uma explicação semelhante à de Edgar Allan Poe: o tempo é realmente finito, pois o Universo teve um começo, criado que foi há alguns bilhões de anos; de fato, a luz das estrelas situadas para além de determinada distância não teve tempo de nos alcançar, o que explica a quantidade limitada de luz no céu noturno. A diferença, em relação à hipótese de Poe, é que na teoria do Big Bang o Universo não é infinito, não é estático (pois está em permanente expansão), nem euclidiano (pois o espaço é curvado pela gravidade, conforme a teoria da relatividade) e está longe de ser imutável.

- Seja como for, não há lugar para o paradoxo de Olbers.

Paradoxo hidrostático

Um sistema de vasos comunicantes é um conjunto de vasos interligados de tal modo que um líquido que se derrame num deles se distribui por todos os demais. Pode-se pensar que, nesse dispositivo, o líquido contido num vaso de maior diâmetro, por conter uma porção maior de líquido, force, por seu peso, a ascensão do líquido no vaso de menor diâmetro a uma altura maior; ou que o líquido ascenda mais, ou menos, de acordo com sua forma ou inclinação. Isso entretanto não acontece, eis o que se chama de paradoxo hidrostático, pois o líquido alcança o mesmo nível em todos os vasos.

Mesma pressão, mesmo nível

- Por quê?

- Muito simples. Como o líquido está em equilíbrio, a pressão é a mesma na base de todos os vasos. Tratando-se do mesmo líquido em todos os ramos, pressões iguais determinam alturas iguais, independentemente dos diâmetros, formas e inclinações dos vasos, exigindo-se apenas que sejam comunicantes.

4 comentários:

cirandeira disse...

E os paradoxos das noites escuras
do Homem? Os da ciência podem ser esclarecidos, explicados, além de serem enriquecedores...! Já os nossos...são cheios de contradições
inexplicáveis! Qual cientista habilitar-se-ía nesta insondável
aventura? rrrsss
Um abraço

Anônimo disse...

Heinrich Olbers médico e astrônomo viveu no século XIX; sendo que este paradoxo criado por ele nos instigam a razão e não é potente o bastante para solucioná-lo.
Nossa razão é inadequada para estabelecer limites,pois o que vem antes do infinito nos escapa à compreensão.
Nossa mente se perde nestes intricados infinitos e eternidade, nos deixando inebriados e aturdidos
pela visão do incomensurável.
Se deixarmos para trás os vícios seculares do egoísmo e do orgulho, que limita nossas consciências facilmente o solucionaríamos.
"A luz das estrelas não teve tempo de nos alcançar":

_É imensa a distância entre os astros, através da qual a luz para chegar até nós gasta milhares de anos atravessando o espaço.
Sendo que a sua velocidade é de 300.000 km por segundo.
Com isto a luz de uma estrela gasta mil anos para chegar até nós em virtude de sua distância e por isto não veremos esta estrela senão mil anos depois da sua formação.
A inteligência humana acha dificuldade em considerar esses globos radiosos,onde existem magníficos crespúsculos e noites esplêndidas, sóis fecundos e dias cheios de luz; vales e montanhas onde as produções múltiplas da natureza desenvolveram toda a sua pompa luxuriante.
Todos estes mundos ainda são inapreciável aos nossos olhos.
Não devemos concluir que os milhões de planetas que vogam na imensidade sejam semelhante a este;longe disso, diferem segundo as diversas condições que lhes foram assinaladas e segundo o papel respectivo no cenário do mundo.
São as variadas pedrarias de um imenso mosaico, as flores diversificadas de um esplêndido jardim.
Os Planetas,os Sistemas Solares, as Galáxias estão permeados de inteligências, que infelismente dado ao atraso do Ser Humano, ele não pode entrar em contato com a realidade,visto que os Discos Voadores e os Ets tem tentado entrar em contato conosco, mas a mente humana, não está preparada e criaria um processo de certa forma traumático, um processo em que poderia ocorrer uma série de situações de profundo cunho emocional que poderia prejudicar a evolução humana.

Do Livro:A vida no planeta Marte e os discos voadores de RAMATIS,focaliza a vida da humanidade que impressiona e deslumbra, contendo uma série de revelações técnicas e científicas sobre os discos voadores que no futuro, serão reconhecidas pela nossa ciência como elementos fundamentais das viagens interplanetárias.(Livraria Freitas Bastos).
Por que os satélites não veêm nada em Marte?
-Porque estamos aqui na terceira dimensão e eles na quarta.

maria josé disse...

Olá, Remo, prazer em dirigir-me a você!

Pretendo perlustrar seu blog muitas vezes pois de acordo com recomendação de Cirandeira a quem muito respeito há muito que aprender e usufruir no seu blog.
Parabéns!
Lenora

Remo Mannarino disse...

Maria José (Lenora)

O prazer é todo meu!
Obrigado pela visita, e seja sempre bem-vinda!
Um grande e afetuoso abraço,

Remo