quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CONTOS DE 150 PALAVRAS (41)


UMA TRAGÉDIA EM  COIMBRA:
INÊS DE CASTRO
 
 
Em 1355, Afonso IV, o Rei Benigno, aceitou os conselhos de seus assessores e determinou a morte de Inês de Castro, a espanhola que era amante de seu filho Pedro, quando este, ausente, lutava pelo Reino de Castilha. 


Temiam os áulicos que a presença da bela mulher redundasse numa influência espanhola sobre o trono de Portugal.
 

Pero Coelho, Diego Lopes Pacheco e Álvaro Gonçalves foram encarregados de executar a pobre mulher, missão que teriam cumprido com requintes de crueldade, degolando Inês sem nenhuma piedade.

Segundo a tradição popular, o sangue de Inês ficou gravado numa rocha e nela permanecerá para sempre.

Desvairado com o ocorrido, Dom Pedro insurgiu-se contra o pai, derrotou-o, corou-se rei de Portugal e perseguiu os carrascos de Inês, torturando dois deles até a morte, Pero e Álvaro.
Isso ocorreu em 1358.


- Reza uma das versões que em 1361 Dom Pedro mandou exumar o cadáver de Inês, coroando-a rainha, e obrigou a nobreza a beijar a sua mão.
 


Súplica de Inês de Castro


sábado, 3 de novembro de 2012

PÍLULAS (16)

-Esses homens...

(1) O homem é a medida de todas as coisas.
Protágoras (483 - 410 a. C.)

(2) Nas mãos do homem, tudo degenera.
Jean-Jacques Rousseau (1712 - 1778)

(3) O homem não é mais do que um caniço pensante.
Blaise Pascal (1623 - 1662)  

(4) O homem não é um animal social.
Thomas Hobbes (1588 - 1679)  

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CONTOS DE 150 PALAVRAS (40)


A BELA SOFIA  


Sofia conhece teoria da relatividade e me ensinou que a velocidade da luz é absoluta, sempre igual a 300.000 km/hora em relação a todos os referenciais. É impossível acelerar um móvel até essa velocidade, na qual um corpo teria dimensões nulas e massa infinita e os relógios dexariam de funcionar. Relativos são o espaço e o tempo, que sequer são independentes, pois na verdade o tempo é uma das dimensões do espaço. 


- Será que Mileva Maric, mulher de Einstein, sabia relatividade como Sofia? 

- Claro que sim, pois Mileva também estudou física na Escola Politécnica de Zurique. 

- Tem razão. Qual o homem que não mostra suas façanhas para a mulher?


Bem... Diferentemente de Mileva, retratada pelos biógrafos como sendo uma mulher sem atrativos, desajeitada e com um defeito nos quadris, Sofia é uma encantadora figura de mulher, para além de ser alegre, culta e generosa.

sábado, 27 de outubro de 2012

PÍLULAS (15)

 Natureza naturada
(1) Penso, logo existo.
René Descartes (1596-1650)


(2) Sábio é aquele que sabe que nada sabe.
Sócrates (470 -399 a. C.)


(3) Deus é natureza naturante; o homem, natureza naturada. 
Baruch Espinosa (1632 - 1677)


(4) A discórdia é a peste, e a tolerância, o remédio.
François Marie Arouet de Voltaire (1694 - 1778)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CONTOS DE 150 PALAVRAS (39)


PROFESSOR DE ESTATÍSTICA

 Dois dias depois de encerrado o concurso, a universidade me informou que eu fora aprovado e era o novo professor de estatística. A Elisa vai se orgulhar de mim...


 - Estou orgulhosa de você.

Hei de manter o padrão que venho me impondo desde sempre. Bom estudante, bom namorado, bom amigo, bom vizinho, bom cidadão, bom eleitor e, agora, hei de ser bom professor. A comunhão do professor com os alunos só se completa quando sua aula desmoraliza todas as dúvidas, o que exige saber a história, a geografia e, se for o caso, até a mitologia de cada assunto, sobrepujando-o e prevalecendo sobre ele.

- Viva eu cá na terra sempre alegre!

sábado, 20 de outubro de 2012

PÍLULAS (14)


(1) A única solução é esquecer que se existe.
Arthur Schopenhauer (1788 - 1860)

(2)
O coração tem razões que a própria razão desconhece.

Blaise Pascal (1623 - 1662)

(3) A música é uma harmonia de números.
Pitágoras (cerca de 570 - 500 a. C.)

(4) Todo conhecimento é uma recordação.
Platão (428 - 347 a. C.)

sábado, 13 de outubro de 2012

PÍLULAS(13)

 SHAKESPEARE


(1) “A vida é apenas uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada.” (“Macbeth”, Cena V do Quinto Ato)


- O mesmo e doce perfume.
 

(2) "O que significa um nome? Aquilo a que chamamos rosa com qualquer outro nome teria o mesmo e doce perfume." ("Julieta" , Cena II do Segundo Ato de "Romeu e Julieta") 

 
(3) "Ó Cromwell, Cromwell! Se ao meu Deus tivesse dedicado apenas metade do zelo com que servi a meu Rei, decerto não me teria deixado nu, nesta idade, perante meus inimigos." ("Cardeal Wolsey", Cena II do Terceiro Ato de "Henrique VIII")


Eu, Henrique Plantageneta, sou teu.


 (4) "Toma-me pelas mãos, querida, para me dizer: eu te amo. Se abençoares meus ouvidos com estas palavras, de pronto eu te direi: a Inglaterra é tua, a Irlanda é tua, a França é tua e eu, Henrique Plantageneta, sou teu." ("Henrique V", Cena II do Quinto Ato)