('É porque nada sou que tudo sinto!' - Augusto Frederico Schmidt)
EU, que faço versos como quem morre...
EU, que perdi o bonde e a esperança...
EU, que perdi o bonde e a esperança...
Bandeira e Drummond
EU, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas...
EU, que te peço perdão por te amar assim tão de repente...
EU, que te direi as grandes palavras...
EU, que ganhei (perdi) meu dia...
EU, que trago-te flores - restos arrancados da terra que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa, e separados...
EU, uma educação pela pedra, por lições, para aprender da pedra, frequentá-la...
EU, que serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História...

EU, palhaço das perdidas ilusões...
Orestes Barbosa
EU, que até morrer estarei enamorado de coisas impossíveis...EU, que errei, fui homem...
EU, que comigo me desavim, não posso viver comigo, nem posso fugir de mim...
EU, eunuco, reles, verme, incauto e sagaz...
EU, que comecei a morrer muito antes de ter vivido...
EU! Ai do que em mim me chamo EU!
EU? EU sou o Incriado de Deus, o demônio do bem e o destinado do mal, mas EU nada sou!
Observação do gozador, no quadro-negro
- EU, filho do carbono e do amoníaco, já Bocage não sou!




































