quarta-feira, 11 de março de 2015

Bacon escreveu o "Dom Quixote"?
 

O inglês Francis Carr, escritor, biógrafo e crítico de arte acredita que o filósofo Francis Bacon escreveu o "Dom Quixote" e que Cervantes (1547 - 1616) foi apenas o seu "front man" ("laranja"), conforme postula em seu livro "Who Wrote Don Quixote?". Para Carr, os espanhóis só deram importância ao livro 150 anos após sua primeira publicação, em 1605, mas o livro foi traduzido para o inglês logo em 1612, com grande recepção por parte dos ingleses.

- Por quê?

- Porque todos os seus temas são ingleses, não espanhóis. Posso provar em cada página que não se trata de obra de espanhóis, mas de um inglês: Francis Bacon.


- E Miguel de Cervantes?

- Que prova existe de que Cervantes escreveu o "Dom Quixote"? Não existe nenhum manuscrito, carta, diário, testamento ou documento de nenhuma natureza indicando que Cervantes foi o autor da obra-prima. Nenhum retrato, nenhuma referência no túmulo, nem registro de algum pagamento recebido pela obra.

Prossegue Francis Carr:

- E o que sabemos sobre Thomas Shelton, cuja tradução da obra para o inglês vem merecendo os louvores de historiadores literários desde que apareceu na Inglaterra em 1612? Não sabemos absolutamente nada, porque Thomas Shelton não existiu, sendo este um nome fictício encobrindo mais uma ação oculta de Francis Bacon.



 

"Cide Hamete Benengeli"

 
A partir do Capítulo IX do "Dom Quixote", Cervantes repete 33 vezes
que "Cide Hamete Benengeli", um historiador árabe, era o verdadeiro autor da obra. Pois ele, Cervantes, era o "padrasto", não o pai do livro. Tradicionalmente se admite que "Cide Hamete Benengeli" seja um personagem fictício, introduzido por Cervantes para facilitar sua extensa narrativa. "Cide" significa "senhor", em espanhol; "Hamete" é uma corruptela do nome árabe Hamid; "Benengeli", segundo uma interpretação, valeria por "filho de cervo" (lembrando "Cervantes"); segundo outra versão, equivale a "toledano", sendo certo que Cervantes viveu na cidade de Toledo entre 1584 e 1594.
É muito diferente a interpretação de Francis Carr, para quem "Cide Hamete Benengeli" é outro pseudônimo de Francis Bacon:
"Cide" é um título espanhol, equivalente a "Lorde"; "Hamete", claro, vale por "Hamlet"; "Ben" é "filho", em hebreu; "Engeli" vale por "England" ("Inglaterra"). Desse modo, Cide Hamete Benengeli significa: = Lord Hamlet, son of England, ou seja, Francis Bacon.

Em defesa de sua tese, Carr afirma que colecionou 70 expressões no "Dom Quixote" que se encontram também em obras de Bacon ou de Shakespeare. É bom saber que Carr também defende que Bacon é o verdadeiro autor de Shakespeare. Segundo ele as expressões encontradas em Dom Quixote listadas abaixo estão também presentes em obras de Bacon e de Shakespeare:

One swallow does not make a summer. (Uma andorinha sozinha não faz verão.)

All is not gold that glisters. (Nem tudo que reluz é ouro.)

He that gives quickly, gives twice. (Quem dá de primeira, dá duas vezes.)

God and St. George! (Deus e São Jorge!)

Might overcomes right. (O poder está acima do direito.)

He that is warned is half armed. (Quem está avisado, já está meio armado.)

A bird in the hand is worth two in the bush. (Um pássaro na mão vale por dois voando.)

Know thyself. (Conheça-te a ti próprio.)

Look not a given horse in the mouth. (A cavalo dado não se olha dentro da boca.)

The weakest go to the wall. (O mais fraco vai para o paredão.) 

Comparisons are odious. (As comparações são odiosas.)

The nearer the Church, the further from God. (Mais perto da Igreja, mais longe de Deus.)

Honorificabilitudinitatibus. (Honorificabilitudinitatibus.)

The naked truth. (A verdade nua.)

I was born free. (Nasci livre.)

Walls have ears. (As paredes têm ouvidos.)

Time out of mind. (O tempo é criado na mente.)

Nenhum comentário: