domingo, 6 de abril de 2014

POR QUE O SEGUNDO TURNO É NECESSÁRIO

Paradoxo de Condorcet


Marie Jean de Caritat, marquês de Condorcet (1743-1794), foi o autor do seguinte enunciado: "Agentes racionais podem tomar decisões certas, mas coletivamente irracionais". Trata-se do que se conhece como "paradoxo de Condorcet".
 

 É o que acontece nos momentos de crise nas Bolsas de Valores, quando o pressentimento do risco leva a decisões de venda, pelo temor de uma grande baixa; tomadas no mesmo instante, sendo numerosas, essas decisões acabam agravando a crise, amplificando a situação de baixa. É o "efeito manada."

De modo semelhante, o paradoxo ocorre quando há ameaça de recessão na economia; as pessoas, receosas, deixam de consumir, o que contribui para agravar a situação e favorecer a recessão.

   
Outro exemplo de paradoxo de Condorcet aparece num estudo do matemático francês Jéan-Charles Borda (1733-1799), mostrando que é possível, numa eleição de um só turno com mais de dois candidatos, eleger o candidato que a maioria dos eleitores colocaria em último lugar nos confrontos bilaterais diretos

Para evitar o paradoxo, o recurso é o segundo turno, que impede a eleição do candidato menos desejado. Pois no segundo turno, com um só adversário, terá contra si a totalidade dos votos dos que não desejam a sua eleição.

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