sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CINCO QUESTÕES DE PORTUGUÊS

SOLUÇÕES PROPOSTAS POR CORIOLANO ZIMBER


I


I

Dizer se há anfibologia na oração: “Lisandra conversou com o general no seu escritório.”

Há, sim. Anfibologia é o mesmo que ambiguidade, um vício de linguagem que dá ensejo a duplo sentido. No caso, não é possível saber se a conversa foi no escritório de Lisandra ou se no escritório do general.

II

O mal-humorado está de mau-humor, e o mal-criado faz má-criação, como pode?

“Humorado” e “criado” são adjetivos, que só podem ser modificados por advérbios (“mal” e “mal”); “humor” e “criação” são substantivos, que são modificados por adjetivos (“mau” e “má”).

III

Qual a função de “como” e “se”em “veja como o tempo voa” e “não sei se está chovendo”?
 
Nos exemplos as duas palavras, “como” e “se”, são conjunções integrantes, em ambos os casos introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta.


IV
 
Qual o plural de viés?

 A "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha e Lindley Cintra, terceira edição revista, trata na página 185 do plural dos substantivos oxítonos terminados em "s". Basta acrescentar "es" ao singular:

ananás - ananases
revés - reveses
país - países
retrós - retroses

obus - obuses

Portanto, o plural de "viés" é "vieses".


 V

Que particularidade da língua latina está presente na frase “Sócrates deixou-se envenenar?”

Trata - se de construção que lembra o “acusativo com infinito: o objeto direto, no caso, "se", seguido por um verbo no modo infinitivo, no caso, "envenenar". Desse modo, o objeto direto será também sujeito da oração cujo verbo está no infinitivo. A construção pode ser feita com os verbos deixar, fazer, mandar, ouvir, sentir e ver: deixai-o cantar, os pais fizeram a filha dormir, o professor mandou o aluno estudar, ouviram-no praguejar, senti o coração bater, viram a cavalaria chegar, Sócrates deixou-se en
ganar.

 

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