sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O HOMEM MAIS CULTO DE SUA ÉPOCA


AVICENA
 
 
             
 Avicena (980-1037), um persa de Samarcanda, cujo nome verdadeiro era Ibn Sina, destacou-se em vários campos do saber, como medicina, alquimia, química, astronomia, geografia, matemática, física, paleontologia, filosofia, ética e poesia. Foi talvez o homem mais culto de sua época, escrevendo centenas de tratados, dos quais nos restaram 40 sobre medicina e 150 sobre filosofia. Nesses estudos fez importantes observações, como a de que um corpo permanece no mesmo lugar ou se move com velocidade constante se sobre ele não atuar uma força externa­– uma antecipação de 600 anos da primeira lei de Newton. Disse também que, se todas as coisas do universo fossem inertes, o tempo não faria nenhum sentido, antecipando-se aos estudos da Física atual. Na medicina, enfatizava que remédios minerais ou químicos eram melhores que ervas e poções, compilando uma lista de substâncias químicas e das doenças que podiam curar.

Por seus vastos conhecimentos, Avicena foi algumas vezes chamado para assessorar líderes muçulmanos, de que lhe advieram muitos contratempos, sequestros, prisões e até ameaça de pena de morte. Não se sabe como conseguia tempo para tantos estudos e atividades, pois era exagerado no consumo de vinho e teve várias esposas e inúmeras amantes. Não tinha amigos, pois era cáustico e intolerante com os tolos. Quando um médico palaciano apresentou-lhe um trabalho filosófico, Avicena deu a seguinte opinião:

            - Sugiro que você se restrinja a testar fezes e urina.

            Não admira que tenha morrido, em 1037, por envenenamento.

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